A Bárbara tem 4 anos e tem diagnóstico de Paralisia Cerebral e desde cedo começou com terapia para a sua (re)habilitação. O percurso na (re)habilitação tem sido longo e desde Fevereiro de 2013 tem realizado fisioterapia na Clínica k – Clínica Médica e de Reabilitação, Lda. Vivendo em Cantanhede, deslocávamos-nos todos os dias para Espinho, porque confiávamos nas terapeutas e os resultados apareciam! Era extremamente cansativo, mas valia a pena! Até que chegou o momento e a Kinesio de abriu em Coimbra em parceria com a Clinic4you! Formou-se uma excelente equipa, constituída por excelentes profissionais, que vêem a criança num todo e em que o Plano de Intervenção é pensado tendo em conta as opiniões dos diferentes técnicos das diferentes áreas. Para uma melhor compreensão da abordagem da kinésio kids, passo a exemplificar: A Bárbara tem Paralisia Cerebral, o que interfere com o padrão cognitivo-motor e que, por sua vez, irá originar dificuldades no seu dia-a-dia. Uma situação presente a decorrer em contexto pré-escolar é a dificuldade da Bárbara se integrar nas brincadeiras com os seus pares, tendo em conta que o seu tempo é maioritariamente passado na sua cadeira de posicionamento, por ainda não conseguir a posição de pé. Assim: Psicologia A psicóloga inicialmente aplica uma bateria de testes, no sentido de avaliar os domínios do desenvolvimento, informando os intervenientes no apoio ao desenvolvimento da criança. Fisioterapia: Proporciona estratégias de como posicionar a Bárbara no momento de interação com os seus pares, privilegiando o sentar no colchão que exigirá um melhor controlo do tronco e um maior controlo das reações de extensão protetiva. Assim a Bárbara conseguirá estar mais próximo dos seus colegas de grupo, o que facilitará a brincadeira entre eles. Terapia Ocupacional: Inicialmente existe uma preocupação com a estimulação tátil a nível da mão, de forma a que a Bárbara aceite melhor o toque às diferentes texturas (colchão, roupa, etc) e mantenha a extensão adequada do membro superior realizando um apoio lateral mais eficaz quando sentada. O terapeuta fornece também estratégias de interação com os pares, utilizando por exemplo a vibração de forma lúdica, onde cada criança tem que pedir à seguinte a abelhinha vibratória para sentir a sensação numa parte do seu corpo. Terapeuta da Fala: Por sua vez o TF alerta os intervenientes para a necessidade de desenvolver a noção de “turn-taking” (tomada de vez) para a intenção comunicativa. Como exemplo temos a vocalização do “dá” para adquirir a abelhinha do seu colega do lado, sendo facultada a estratégia do toque num determinado ponto facial para facilitar a vocalização sempre que necessário. Educação Especial: O docente de educação especial entra em contacto com a escola e família de forma a passar as informações relativas à intervenção de equipa, para que possa haver uma continuidade da mesma em contexto escolar e familiar. A professora de educação especial colabora na estruturação da atividade de interação com os pares, sugerindo estratégias adequadas às necessidades do grupo (ex: sugerir músicas relacionadas com a abelhinha). Com a sua intervenção ainda é possível ter o feedback do contexto social da Bárbara, o que enriquece o plano de intervenção da mesma. Com este tipo de abordagem os resultados são muitos mais rápidos e consistentes. A Bárbara continua a acreditar na vossa DEDICAÇÃO!!! Continuação de muito SUCESSO!!! Sandra Silva (mãe da Bárbara) Outubro, 2014
Sandra Silva